quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Musicoterapia

Musica é terapia ao alcance de todos.



Musicoterapia é a utilização da música e/ou de seus elementos constituintes, ritmomelodia e harmonia, por um musicoterapeuta qualificado, com um cliente ou grupo, em um processo destinado a facilitar e promover comunicação, relacionamento aprendizado, mobilização, expressão, organização e outros objetivos terapêuticos relevantes, a fim de atender as necessidades físicasemocionais,mentaissociais e cognitivas. A musicoterapia busca desenvolver potenciais e/ou restaurar funções do indivíduo para que ele ou ela alcance uma melhor qualidade de vida, através de prevenção, reabilitação ou tratamento. (World Federation of Music Therapy)

   
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Indicações

Os musicoterapeutas trabalham com uma gama variada de pacientes. Entre estes estão incluídas pessoas com dificuldades motoras, autistas, pacientes com deficiência mentalparalisia cerebral, dificuldades emocionais, pacientes psiquiátricos, gestantes e idosos. O trabalho musicoterápico pode ser desenvolvido dentro de equipas de saúde multidisciplinares, em conjunto com médicospsicólogos,fonoaudiólogosterapeutas ocupacionaisfisioterapeutas e educadores.Também pode ser um processo autônomo realizado em consultório.
O uso da música como método terapêutico vem desde o início da história humana. Alguns dos primeiros registros a esse respeito podem ser encontrados na obra de filósofos gregos pré-socráticos.
A sistematização dos métodos utilizados só começou, no entanto, após a Segunda Guerra Mundial, com pesquisas realizadas nos Estados Unidos. O primeiro curso universitário de musicoterapia foi criado em 1944 na Michigan State University.

Processo

O processo da musicoterapia pode se desenvolver de acordo com vários métodos. Alguns são receptivos, quando o musicoterapeuta toca música para o paciente. Este tipo de sessão normalmente se limita a pacientes com grandes dificuldades motoras ou em apenas uma parte do tratamento, com objetivos específicos. Na maior parte dos casos a musicoterapia é ativa, ou seja, o próprio paciente toca os instrumentos musicais, canta, dança ou realiza outras atividades junto com o terapeuta. A forma como o musicoterapeuta interage com os pacientes depende dos objetivos do trabalho e dos métodos que ele utiliza. Em alguns casos as sessões são gravadas e o terapeuta realiza improvisações ou composições sobre os temas apresentados pelo paciente. Alguns musicoterapeutas procuram interpretar musicalmente a música produzida durante a sessão. Outros preferem métodos que utilizem apenas a improvisação sem a necessidade de interpretação. Os objetivos da produção durante uma sessão de musicoterapia são não-musicais, por isso não é necessário que o paciente possua nenhum treinamento musical para que possa participar deste tratamento.
O musicoterapeuta, por outro lado, devido às habilidades necessárias à condução do processo terapêutico, precisa ter proficiência em diversos instrumentos musicais. Os mais usados são o violão, o piano (ou outros instrumentos com teclado) e instrumentos de percussão.

Musicoterapeuta

O profissional responsável por conduzir o processo musicoterápico é chamado musicoterapeuta. A formação desse profissional é feita em cursos de graduação em musicoterapia ou como especialização para profissionais da área de música ou saúde (músicosprofessores de músicamédicos ou psicólogos). Em alguns países a musicoterapia também pode ser parte de uma formação em arteterapia, que envolve, além da música, técnicas de artes plásticas e dança.
A formação do musicoterapeuta inclui teoria musicalcanto, prática em ao menos um instrumento harmônico (piano ou violão), instrumentos melódicos (principalmente flauta) e percussão.
Também faz parte da formação do musicoterapeuta o conhecimento da anatomia e fisiologia humana, psicologiafilosofia e noções de expressão artística, expressão corporal, dança, técnicas grupais e métodos de educação musical como o Método Orff ou o Método Kodály.
O dia do musicoterapeuta é comemorado no Brasil em 15 de setembro.

Estilos musicais

A intervenção terapêutica pode vir associada à outras técnicas como relaxamento progressivotreinamento autógenoreikiyoga ouacupuntura. Apesar de haver um sub-entendido consenso sobre os benefícios da música clássica ou a música psicodélica eletrônica de sons contínuos ou no caso de acupuntura e yoga indiana associada à meditação assim como a música da China é sabido que o efeito da música sobre o paciente depende de sua história de convivência com os diversos estilos musicais por um processo de condicionamentoestético e/ou vivência por ventura associadas.
Por outro lado os musicoterapeutas na sua formação estudam os efeitos hipnóticos dos ritmos repetidos a associação de rítmos ao transe eêxtase místico e]ou o seu efeito sobre as emoções humanas, relativamente bem conhecidos como por exemplo por produtores da música de filmes (suspense, ação, sensualidade, etc) e peças teatrais incluindo a ópera. Recentemente uma das maiores aplicações dé sucesso reconhecido da musicoterapia tem sido o tratamento da dor crõnica e stresse pós traumático.

Ver também




Portal da Música Erudita

Bibliografia

  • Rolando Benenzon, Manual de musicoterapia, Paidós Ibérica, Barcelona, 1985.
  • Marcello Sorce Keller, "Some Ethnomusicological Considerations about Magic and the Therapeutic Uses of Music", International Journal of Music Education, 8/2(1986), 13- 16.
  • Léon Bence y Max MéreauxGuía muy práctica de musicoterapia, Editorial Gedisa, Barcelona, 1988.
  • Leão, Eliseth R.; Silva, Maria J.P. Música e dor crônica músculoesquelética: o potencial evocativo de imagens mentais. Rev. Latino-Am. Enfermagem vol.12 no.2 Ribeirão Preto Mar./Apr. 2004 disponível em pdf
  • Hilliard, Russell E. Music Therapy in Hospice and Palliative Care: a Review of the Empirical Data eCAM 2005;2(2)173–178 (em inglês)

Dia do músico


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Muse e Alice in Chains são confirmados no Rock in Rio


Banda de Seattle vai tocar na mesma noite que o Metallica.
Festival voltará ao Rio de Janeiro em setembro do ano que vem.


Mais duas atrações foram anunciadas para a próxima edição brasileira do Rock in Rio, ambas escaladas para o Palco Mundo: são as bandas Muse e Alice in Chains. A primeira será a atração principal em uma das noites, ainda a ser divulgada. Já a segunda se apresenta no dia 19, que já tem a confirmação do Metallica.
Em 2008, o Muse tocou no Rio de Janeiro, em São Paulo e Brasília com a turnê do álbum “Black holes&revelations”. No ano passado, o grupo liderado por Matthew Bellamy foi o convidado especial do tão esperado show do U2 em São Paulo, durante a turnê 360º.
A última apresentação do Alice in Chains no Brasil também aconteceu no ano passado, durante o Festival SWU, em Paulínia, no interior paulista. Atualmente, a banda trabalha em um novo disco, com lançamento previsto para o primeiro semestre de 2013.
Outros nomes também escalados para o festival são Ben Harper, Bruce Springsteen, Iron Maiden, George Benson, Ivan Lins, Sepultura e Tambores do Bronx.
As bandas Alice in Chains (com quatro integrantes) e Muse, também estão conformadas na escalação do Rock in Rio 2013 (Foto: Divulgação)As bandas Alice in Chains (com quatro integrantes) e Muse, também estão conformadas na escalação do Rock in Rio 2013 (Foto: Divulgação)
O Rock in Rio 2013 será realizado nos dias 13, 14, 15, 19, 20, 21 e 22 de setembro, na Cidade do Rock (Parque dos Atletas), na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os ingressos, que começam a ser vendidos em abril do ano que vem, custarão R$ 260 (inteira) e R$130 (meia-entrada). Não haverá cobrança de taxa de conveniência.
Diferentemente de 2011, quando cerca de 100 mil pessoas circularam pela Cidade do Rock por dia, na próxima edição a capacidade do espaço será reduzida para 85 mil pessoas.
Fonte: G1

domingo, 25 de dezembro de 2011

Musicoterapia - Bacharelado

É o uso de música e sons para a reabilitação física, mental e social de indivíduos ou grupos. O musicoterapeuta pesquisa a relação do homem com os sons para criar métodos terapêuticos que visem a restabelecer o equilíbrio físico, psicológico e social do indivíduo. Ele utiliza instrumentos musicais, canto e ruídos para tratar portadores de distúrbios da fala e da audição ou com deficiência mental. Atua na área de reabilitação motora, no restabelecimento das funções de acidentados ou pessoas acometidas de derrames cerebrais. Auxilia estudantes com dificuldade de aprendizado e contribui para a melhoria da qualidade de vida de idosos e pacientes com aids e câncer, por exemplo. Também promove a reabilitação de dependentes químicos e a reintegração social de menores infratores. Pode trabalhar em hospitais, clínicas, empresas, instituições de reabilitação e centros de geriatria e gerontologia.

O mercado de trabalho

Por ser um profissional ainda pouco conhecido no mercado de trabalho, a tendência é que as oportunidades cresçam nos próximos anos, pois ele pode trabalhar tanto na área de saúde como de educação. Grande parte dos formados atua na área clínica, atendendo em consultório, muitas vezes em conjunto com outros profissionais do setor de saúde. Especialistas em reabilitação e prevenção encontram boas chances nas alas de pediatria, geriatria e oncologia de hospitais e clínicas, incluindo aquelas de atendimento a pacientes com necessidades especiais, além de ONGs. O setor de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e o setor de Neurologia da Unifesp trabalham com estagiários e mantêm profissionais dessa área em seu quadro de funcionários. A maternidade-escola da UFRJ conta com esses profissionais e também o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Nas escolas públicas e privadas, o formado é solicitado para auxiliar alunos com problemas de aprendizagem. "Há oportunidades em empresas, em equipes de recursos humanos para atuar em programas de integração e qualidade de vida. As empresas também o chamam para dar palestras e workshops a seus funcionários para ensinar como administrar o estresse", diz Raquel Siqueira da Silva, coordenadora do curso do CBM-CEU. Na área pedagógica, há demanda por docentes capacitados para ministrar disciplinas específicas em cursos de graduação e pós-graduação. Concursos públicos têm sido abertos para o musicoterapeuta, sobretudo no campo de saúde mental e nos Centros de Apoio Psicossocial (Caps), no âmbito municipal, estadual e federal. No Rio de Janeiro, 14 municípios já contam com musicoterapeutas em seu quadro. Além do Rio, as capitais de São Paulo, Goiás e Paraná são as mais promissoras. 


Salário inicial: R$ 80,00 (por sessão de 50 minutos, em consultório; fonte: profa. Maristela Smith, da FMU).

O curso

Não é preciso ter conhecimento formal de música para ingressar nesse bacharelado, mas é recomendado possuir intimidade com a linguagem musical. O currículo mescla disciplinas das áreas de música e neurociências e inclui o aprendizado de alguns instrumentos, que serão utilizados depois no atendimento aos pacientes. História da música, percepção musical, psicologia do desenvolvimento, fisiologia, anatomia e neuropsiquiatria são algumas das matérias. Nas específicas, o estudante conhece os fundamentos da musicoterapia e suas principais técnicas e processos. O estágio em clínicas, empresas, consultórios ou hospitais é obrigatório. As grandes universidades costumam ter clínicas e hospitais-escola, onde o bacharelando pratica o que aprendeu em teoria, prestando atendimento à comunidade. É exigida uma monografia para a conclusão do curso. 

Duração média: quatro anos. Outro nome: Mús. (musicoterapia).

O que você pode fazer

Clínica

Dar assistência a idosos, crianças com dificuldade de aprendizagem, portadores de doenças mentais e pacientes com problemas neurológicos e emocionais.

Psicoprofilaxia

Prevenir problemas emocionais em adultos, crianças, gestantes e idosos. Prestar serviços para empresas que mantenham programas de prevenção de estresse para os funcionários.

Reabilitação

Trabalhar na recuperação de pessoas com distúrbios mentais e deficiências físicas, dependentes químicos e menores abandonados.

Conheça a lei que determina a obrigatoriedade do ensino de música em todas as escolas do país até agosto de 2011

Especialistas indicam que o ensino de música nas escolas deve trabalhar a coordenação motora, o senso rítmico e melódico

O ano de 2011 é data limite para que toda escola pública e privada do Brasil inclua o ensino de música em sua grade curricular. A exigência surgiu com a lei nº 11.769, sancionada em 18 de agosto de 2008, que determina que a música deve ser conteúdo obrigatório em toda a Educação Básica. "O objetivo não é formar músicos, mas desenvolver a criatividade, a sensibilidade e a integração dos alunos", diz a professora Clélia Craveiro, conselheira da Câmara de Educação Básica do CNE (Conselho Nacional de Educação). 

Nas escolas, a música não deve ser necessariamente uma disciplina exclusiva. Ela pode integrar o ensino de arte, por exemplo, como explica Clélia Craveiro: "Antigamente, música era uma disciplina. Hoje não. Ela é apenas uma das linguagens da disciplina chamada artes, que pode englobar ainda artes plásticas e cênicas. A ideia é trabalhar com uma equipe multidisciplinar e, nela, ter entre os profissionais o professor de música. Cada escola tem autonomia para decidir como incluir esse conteúdo de acordo com seu projeto político-pedagógico". Apesar de ser uma boa iniciativa, o trabalho com equipes multidisciplinares para o ensino de música não tem acontecido de forma satisfatória nas instituições de ensino. "De qualquer maneira, trabalhar de forma interdisciplinar ou multidisciplinar em escolas de educação básica é uma tarefa complicada", afirma Clélia. 

É necessário prestar atenção se o seu filho está tendo aulas de música com uma equipe adequada ou mesmo se esse tipo de aula está sendo oferecida na escola dele, como diz a lei. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases de 1996, só estão autorizados a lecionar na educação básica os professores com formação em nível superior, ou seja, profissionais que tenham cursado a licenciatura em Universidades e Institutos Superiores de Educação na área em que irão atuar. Portanto, os professores que devem ser responsáveis pelas aulas de música do seu filho são aqueles com formação superior em música. Fique atento.

Entenda mais detalhes dessa lei para que você possa compreender e exigir a aplicação dela na escola do seu filho.